Concelho
Freguesias
Santa Maria de Émeres | Santa Maria de Émeres |
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| Escrito por Município de Valpaços | |
| 07-Dez-2007 | |
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Localizada a 13 quilómetros a sul da sede do concelho, a freguesia de Santa Maria de Émeres encontra-se a uma altitude aproximada dos 700 metros. É de ressaltar o seu micro-clima que advém do facto de ser um elo de transição da Terra Fria para a Terra Quente.
A antiga freguesia de Santa Maria de Émeres, cujo orago é N.ª Senhora da Expectação, era curato anexo à reitoria de Carrazedo de Montenegro no termo de Chaves, passando mais tarde a reitoria e freguesia independente.
Pertenceu, todavia, ao concelho de Carrazedo de Montenegro até à sua
extinção, em 31 de Dezembro de 1853, transitando depois para o concelho
de Valpaços. Em 1878 já se encontrava integrada nesta comarca, sendo
certo que ainda em 1839 aparecia na de Chaves.
Tudo leva a crer que a povoação de Santa Maria de Émeres deve ser muito antiga, podendo aferir isso atendendo à sua toponímia.
A área da freguesia encontra-se toda salpicada de grandes quintas (Ermeiro, Val Sarilho, D’Alagoa, Val dos Arcos), que passaram por um período áureo, depois de abandono e, actualmente, passam por um período de recuperação. O facto nada tem de extraordinário, tudo levando a crer tratar-se do povoamento do território flaviense pelo Bispo Oduário, depois de 870.
Constituem-na os lugares de Rendufe, de Santa Maria de Émeres. Rendufe,
durante o séc. XIII foi freguesia independente, denominada Rendufi-Trás-Carrazedo, no julgado de Montenegro.
Dominavam a freguesia em partes iguais os cavaleiros fidalgos da região, cativados pelos privilégios proporcionados pela realeza (o povoamento de todos os locais ermos do país era então o objectivo principal dos nossos monarcas).
Digna de registo é a curiosa lenda da fundação da actual freguesia de
Santa Maria de Émeres, que existiria há pouco mais de dois séculos,
pois certo é que o outro povoado original existiu desde tempos
imemoráveis no morro do Alto da Torre, onde se diz ter existido um
castro romano. Testemunham esses factos os vestígios arqueológicos
encontrados, entre os quais se destacam moedas e objectos do tempo do
Imperador Juliano – o Apóstata (335-360).
O seu povoamento primitivo deve-se, sem dúvida, às populações que se
defendiam nos cabeços da Serra da Padrela, especialmente um pouco a
oriente de Carrazedo, onde existia um castro que parece ter originado,
na Alta Idade Média, a constituição do julgado ou “terra” de Montenegro.
Como nos lugares homónimos, sucedeu neste a apropriação da propriedade rústica pelos “conquistadores”, pois assim o indica a origem dos próprios topónimos – entre os quais se conta Rendufe.
Nos meados do séc. XIII, a aldeia de Rendufe de Trás – Carrazedo,
estava repartida entre “milites” (cavaleiros fidalgos) e Ordens. Entre
estas contam-se a Ordem do Hospital e a Igreja de Santa Leocádia, que
haviam recebido doações dos “milites”. Desta circunstância podemos
concluir que a “villa” de Rendufi teria pertencido inicialmente só a fidalgos.
Do património senhorial desta freguesia, deve destacar-se uma casa
solarenga com brasão, ao que parece (pelas marcantes características
que apresenta) construída durante o reinado de D. Maria I.
Santa Maria de Émeres, actualmente, é uma freguesia que combina bem a componente rural que conserva com o inevitável progresso que apresenta.
Apenas de salientar mais, o facto de se ter cultivado e comercializado
nesta freguesia, em épocas passadas, o sumagre, como demonstra o estudo
realizado por José Viriato Capela, Rogério Borralheiro e Henrique
Matos, intitulado “As freguesias do Distrito de Vila Real nas memórias
paroquiais de 1758 – Memórias, História e Património” (Braga, 2006).
Por último referir ainda a especialidade da terra – o chamado “Bolo Podre”, muito apreciado sobretudo quando executado segundo a “receita autêntica” que ainda se mantém ligeiramente secreta.
Informações úteis:
Área da freguesia – 16,68 Km2
Constituição e dados da Junta de Freguesia: |
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| Actualizado em ( 24-Fev-2010 ) |
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