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Máscaras Transmontanas na Biblioteca Municipal de Valpaços

Máscaras Transmontanas na Biblioteca Municipal de Valpaços
Máscaras Transmontanas na Biblioteca Municipal de Valpaços
12 Novembro 2015

A exposição “Maçcarilhas…a outra face” encontra-se patente ao público na Galeria da Biblioteca Municipal de Valpaços, até ao final do mês de Novembro e é da autoria do artista Carlos Ferreira.   Umas em cortiça, outras em cabaça ou madeira, no total são dezenas as máscaras que agora estão expostas na Biblioteca Municipal, cuja exposição foi inaugurada pela Vereadora da Cultura, Teresa Pavão, na passada terça-feira, 10 de Novembro. A responsável pela pasta da Cultura do Município recordou o empenho da equipa municipal em trazer até Valpaços e aos valpacenses “novas formas de cultura, apresentando um cartaz diversificado”, dadas a conhecer num espaço que já apelidou de “camaleónico”, a biblioteca municipal, por essa mesma razão. O autor, Carlos Ferreira, natural de Sendim, em Miranda do Douro, dá uma nova vida às tradicionais máscaras de madeira utilizadas nos rituais transmontanos, defendendo que cada peça tem de ter "um cunho diferente" daquilo que é considerado "original". "São aqueles que trabalham as máscaras a partir da madeira, que lhe definem as suas feições e lhes dão o aspeto mais adequado ao ritual onde a máscara vai ser usada. Cada máscara é diferente da sua antecessora e o seu significado poderá não ser alterado", frisou. De um simples pedaço de madeira colhido em terras trasmontanas poderá sair uma máscara solsticial, uma máscara com traços asiáticos ou uma máscara de feições demoníacas com o cunho pessoal do artesão. Carlos Ferreira já esculpiu dezenas de máscaras utilizando para o efeito madeiras como o amieiro, o zimbro, a cerejeira, a azinheira, a amoreira, a cornalheira ou cortiça que se transformam em trabalhos únicos. Todas as máscaras do artista sendinês ostentam nomes curiosos vernáculos como Cornudo, Chino, Serpenteiro, Berrão, Beche, Prouíta, Maronesa, Bísaro, entre outros. "Estes nomes fazem parte integrante da ruralidade transmontana, associada às suas lendas e rituais de passagem ou iniciação", frisou. Filho de gente que gostava de esculpir ou também "rendilhar" um pedaço de madeira, o artesão começou por volta do ano de 2000 a elaborar máscaras que agora estão pela primeira vez expostas ao público na Biblioteca Municipal de Valpaços até 30 de Novembro.