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Câmara Municipal proporciona momentos de cultura a alunos valpacenses

Câmara Municipal proporciona momentos de cultura a alunos valpacenses
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27 Fevereiro 2019

A Filandorra – Teatro do Nordeste – trouxe a Valpaços, no âmbito de um protocolo estabelecido com o Município Valpacense, o “Auto da Barca do Inferno” e a “A Farsa de Inês Pereira”.

 

Esta terça-feira, 26 de Fevereiro, o Auditório Arte e Cultura Luís Teixeira recebeu duas peças que presentearam os alunos de algumas turmas do Agrupamento de Escolas de Valpaços.

No período da manhã subiu ao palco o “Auto da Barca do Inferno”, numa iniciativa que pretende teatralizar os textos vicentinos que integram os programas curriculares da disciplina de Português e mostrá-los ao público estudantil.

A Vereadora da Cultura, Teresa Pavão, esteve presente no início da sessão, referindo o protocolo com a Filandorra e salientando “a qualidade teatral da Companhia”. “Espero que o possam aproveitar e que sirva de estímulo para os alunos na compreensão de textos vicentinos e também como uma ferramenta de trabalho para os professores durante as aulas”, referiu.

Com encenação de David Carvalho, também Diretor da Companhia, o “Auto da Barca do Inferno” apresenta-se com um sentido pós-moderno, mas respeitando fielmente o texto original de Gil Vicente. As personagens foram atualizadas e enquadradas no espaço e no tempo atuais, assim como a música (com temas que foram ou são sucessos mundiais) e todo um guarda-roupa moderno.

Gil Vicente, dramaturgo da corte portuguesa no século XVI, pretendeu com o “Auto da Barca do Inferno” retratar a sociedade de então. Foi representado pela primeira vez em 1517, e centra-se num julgamento num cais onde estão dois barqueiros: o Anjo (Paraíso) e o Diabo (Inferno). À medida que se chegam os embarcadiços o Anjo e o Diabo discutem quem entrará na barca de cada um, condenando os seus passageiros à viagem para o Céu ou para o Inferno.

No período da tarde, foi a vez da apresentação da peça de Gil Vicente “A Farsa de Inês Pereira”, adaptada aos tempos de hoje, mas sem nunca perder os traços que caracterizam as obras do autor.

Uma divertida comédia que conta a história de Inês Pereira, jovem caprichosa e ambiciosa, que anda encantada por Brás da Mata, galante combatente, mas é pressionada a casar com Pêro Marques, um lavrador simples e sem cultura. É na escolha de pretendentes e suas consequências que se centra esta farsa vicentina, que encantou centenas de alunos valpacenses.