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Ciclovia permitiu dotar zona nobre da cidade de infraestruturas básicas

05 Agosto 2020

Ainda que não fosse uma prioridade para o executivo municipal, a ciclovia permitiu uma requalificação genérica dos espaços de circulação, tornando-os mais atrativos e seguros. A obra, que já está concluída, foi comparticipada em 85%.

 

Se por um lado é verdade que o Município Valpacense em momento algum tivesse projetado como prioridade a construção de uma ciclovia, não é menos verdade que se o Município não se candidatasse ao PAMUS (Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável) e aproveitasse a oportunidade para a requalificação daquela área urbana, o montante investido seria empregue noutro município.

Como não se pode perder oportunidades de investimento, entendeu a edilidade aproveitar a ideia de ligar várias artérias da cidade através de uma rede de percursos pedonais e cicláveis, que passam pela Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, Avenida Pinheiro Manso, Ribeira da Levandeira, entre outras, permitindo ao mesmo tempo, a requalificação da rede de infra estruturas básicas, como abastecimento de água, saneamento, drenagem de águas pluviais, e a oportunidade dos residentes terem acesso, por exemplo, à instalação de fibra ótica e gás natural. Algumas destas ligações eram inexistentes ou obsoletas, com várias décadas de existência, sob pena de serem custeadas, mais tarde pelo Município, na sua totalidade, pelo que o investimento de 483, 519€, financiado em 85%, não poderia ser desperdiçado, à semelhança do que têm feito muitos outros municípios na região e no país.

A obra que deixa a cidade Valpacense na vanguarda da mobilidade urbana contemplou ao mesmo tempo outras áreas de reabilitação como passadeiras, estacionamento, logística, segurança rodoviária e qualidade do ambiente, que contribuirá significativamente para tornar o espaço público mais atrativo e seguro para a fruição da população residente e visitante, independentemente da sua idade ou condição de mobilidade.

Conteúdo atualizado em5 de agosto de 2020às 18:20