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Comitiva visita zona da Padrela para analisar projeto de aproveitamento hidroagrícola

Comitiva visita zona da Padrela para analisar projeto de aproveitamento hidroagrícola
09 Junho 2021

O Presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Amílcar Almeida, recebeu uma comitiva composta por dirigentes e técnicos que visitaram os locais do concelho onde a autarquia estuda construir estruturas de aproveitamento hidroagrícola, nomeadamente na Padrela e em Canaveses.

 

Foram recebidos o Presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), SA, José Salema, a Diretora Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carla Alves, acompanhados por técnicos das duas entidades, que visitaram, no dia 1 de junho, os locais com potencial para aproveitamento hidroagrícola, com vista a avaliar a pertinência deste investimento junto do Ministério da Agricultura.

Recorde-se que o Município de Valpaços viu, já em 2019, aprovados 6 projetos de reabilitação de regadios tradicionais pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, conquistando, assim, mais uma meta na estratégia que estabeleceu como prioridade a defesa do setor primário no concelho, dando-lhe uma maior sustentabilidade e proteção.

Os projetos em estudo tratam-se de infraestruturas estratégicas para a melhoria da produtividade agrícola do Concelho, potenciadora de coesão territorial e económica, que contribuirão para a fixação e atração de pessoas.

Querendo antecipar soluções, para fazer face à falta de água, a Câmara de Valpaços agilizou um estudo para a construção de uma barragem para rega, consumo humano e produção de energia na zona da Padrela.

O empreendimento, a ser construído entre as localidades de Tazém e Cabanas, onde estão a ser realizados grandes investimentos agrícolas, está orçado em cerca de 18 milhões de euros e visa preparar o concelho para períodos de seca.

Pela morfologia do território, será possível fazer com que a água possa chegar por gravidade a cinco freguesias importantes na produção de castanha, azeitona, amêndoa, maçã e de outros novos produtos, como goji e o mirtilo.

O empreendimento, numa primeira fase, terá uma capacidade de rega de 1.125 hectares, prevendo-se, depois, a criação de canais para conduzir e levar a água a outras freguesias.

 

Conteúdo atualizado em9 de junho de 2021às 10:54